Literária sempre. Monótona, jamais.

Devaneios de um protótipo humano na infoesfera.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Do amar


Por: Viviane Cabrera





Quando seu olhar inflamado,
dois lumes em desejo cravados,

me fulminam sem piedade
na plenitude inequívoca da combustibilidade,
e sua boca balbucia um ‘TE QUERO’,
a reação vai além do que espero.
Sinto o corpo incendiar por inteiro,
minha alma envolta nesse atoleiro.
Tremo, da base ao topo.
Sou tua escrava, teu escopo,
do verso e avesso,
e em todas as curvas deste corpo travesso.

O desejo me toma por completo.
A paixão faz de mim seu mero objeto.
Ao fixar meus olhos nos teus,
já não sou mais eu,
já não é mais você
a me envolver.
Somos dois a desfrutar o néctar divino
desse amor sequioso e genuíno
que preenche os dias do calendário,
completa o imenso abecedário
e transforma a vida num intenso inflamar

de amor, criadouros de sonhos e discípulos de amar. 

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Poema Estranho



Por: Viviane Cabrera





Estranha essa sensação
De aperto no coração
Onde o desconhecido
Brada um gemido
Dentro de nós
Calando um sopro,
Um pouco de voz.

E na cadência da vida,
A barca de ida
Manobra as voltas que ela dá.
A água cristalina que irradia
O encanto do fundo do mar
Me convida a despachar a tristeza
E tornar a sonhar.

Despeço com meus versos,
Despedaçados em sentidos avessos
No breve instante
De um aventureiro errante
Que desfruta do agora
Antes que tudo acabe e jogue fora
Os belos momentos que antecedem a aurora.







domingo, 11 de maio de 2014

Essa saudade


Por: Viviane Cabrera







Em um pouco de saudade
Cabe a intensidade
De sonhos,
De um olhar tristonho
À espera de alento,
A espera de um momento
De carinho junto de quem
Faz o coração pulsar mais forte e querer além
Do que se pode e se tem.


Da distância entre os dois

Brota uma dor no peito e depois
A vontade de percorrer caminhos
Para ficar juntos e sozinhos
Longe do que separa
Diante do amor que ampara
E os corações a pulsar
Simplesmente a amar
E com um futuro, sonhar.