Literária sempre. Monótona, jamais.

Devaneios de um protótipo humano na infoesfera.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Roteiro


Por: Viviane Cabrera





Para se chegar aos mundos em mim
Há que se mergulhar na subjetividade
Que existe em minhas verdades
Para ir até minhas profundezas, enfim.

Há que se colocar em meu lugar
Ver com meus olhos
Sem barreiras e antolhos
Para várias formas de compreensão abarcar.

Tem que seguir pelo meu caminho
Obedecendo as mesmas rotas
Que meus pés encerrados em botas
Buscavam ainda que em desalinho.

Precisa pensar meu pensamento
Adentrando assim no que me é peculiar,
Descobrindo o que jamais outro haveria de achar
E que protejo quando os demais afugento.

Se faz necessário sentir o que sinto,
Com uma sensação frenética,
Em minha densa intensidade poética,
Traduzindo em definições o que ainda me é indistinto.

 Respirar meu ar
Com os pulmões repletos de ansiedade
Comprimindo o coração, mas sem maldade.
Almejando a liberdade para se agarrar.

E depois da excursão por todo o conjunto,
De explorar as florestas de meu ser,
Só então poderá compreender
O porquê de meu eu ser desconexo e disjunto.




2 comentários:

  1. Vivi, estou levando este poema para o nosso livro: 3ª Antologia da AVEC, está certo?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Cardiais. Me mande um e-mail para viviwebster@gmail.com e conversamos a respeito. Quero saber antes de dizer se aceito ou não como isso se dará.

      Aguardo informações tuas.

      Excluir