Literária sempre. Monótona, jamais.

Devaneios de um protótipo humano na infoesfera.

sábado, 4 de abril de 2015

Metaformoses


Por: Viviane Cabrera



Por não aguentar mais o peso

Tornei-me pedra imóvel.


Por não ter mais pavio de esperança aceso, 

Deixei a chama me fazer volúvel,


Difusa e inconstante.


Fluindo a parafina quente do meu querer


Segue minh’alma num gozo diletante


E se rejubila em transcorrer


Pela vida e transcender às formas.


É maneira de libertar-se da obrigação


De condições heterônomas


Em que o que deve ser maximizado sofre mitigação.


Por essa dor que aumenta


E eu finjo não existir,


Eclode, rebenta


Em sons que insistem teimosamente em repercutir. 


Endureço


Feito rocha inerte a esperar desgaste do tempo.


Já não sei se mereço,


Mas sei o paradoxo que é ser rocha e ansiar pelo movimento.






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