Literária sempre. Monótona, jamais.

Devaneios de um protótipo humano na infoesfera.

sábado, 7 de março de 2015

Ausências


Por: Viviane Cabrera


Falta-me voz
Para arriscar a dizer o que quero
Vontade vil e atroz
De tudo aquilo que apenas espero.

Falta-me desatar os nós
Do laço que sobrou,
Do que nos deixou sós,
De tudo que se intentou.

Falta-me adaptar a esse ritmo feroz
Dos últimos acontecimentos
Que barra minha coragem feito algoz
Numa cela de alheamento.

Falta-me conseguir chegar à foz
Para desaguar definitivamente.
Para que não sobre no caminho nem uma noz
E o fluxo da vida siga conforme a corrente.






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