Literária sempre. Monótona, jamais.

Devaneios de um protótipo humano na infoesfera.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Poema Trôpego


Por: Viviane Cabrera




O céu negro de estrelas poucas,
Da lua tímida
E ideias loucas,
Da vida estúpida
Onde grassa a quietude por fora
Mas a confusão de dentro não vai-se embora
Demonstra carência, necessidades,
De buscar alternativas,
De instituir liberdades,
De enforcar expectativas
Para não sufocar com excesso do real
Quando este se faz presente mais do que o usual.

Infelizmente
Nem se imagina,
Mas a vida é poesia que a gente não sente
Tal a familiaridade com a carnificina
Que assistimos nos jornais
Como se fossem coisas banais.
E nesse torpor
A que estamos sujeitos
Muito do que era valioso se perdeu,
Amontoados de planos desfeitos,
Sem se opor
O que ainda mantinha um pouco de sanidade se despendeu
Levando consigo uma epanáfora de sentimentos
Que, também, já não cabiam a qualquer deferimento.

Em uma época onde há muito passo
Para pouco caminho,
Em que herói está fadado ao fracasso,
Onde gigante chora baixinho,
Fica difícil sonhar
Sem a possibilidade de vir a realizar.
E nessa falta de espaço
Para o que é estritamente essencial
Somos obrigados a nos adaptar ao descompasso
Cultivando naturalmente o que é artificial
Bailando de maneira involuntária
por encanto e feitiçaria de uma lógica sectária.






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