Literária sempre. Monótona, jamais.

Devaneios de um protótipo humano na infoesfera.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Tempos Modernos


Por: Viviane Cabrera


(Imagem de Bianca Pozzi)


Os jardins andam floridos
Mas ainda que todos preenchidos
Num olhar mais detalhado
Pode-se notar, amargurado,
Que tudo é plástico.
E de elástico
Passou a ser a humanidade.
Vive na acuidade
Por perceber a vida ficando pequena,
A falta de algo que valha a pena.

Perdem-se por descaminhos ocultos
Misturam-se em tumultos
E integram um grupo de aflitos
De pobres espíritos inauditos
Gritando para serem ouvidos,
Lutando para não serem abatidos
Pelo sistema que dita o sol de nossos dias
Onde o capitalismo institui uma autarquia
Em que somente quem tem dinheiro possui as chaves da saída
E manda em todas as almas combalidas.



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