Literária sempre. Monótona, jamais.

Devaneios de um protótipo humano na infoesfera.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Poema Rascunho

Por: Viviane Cabrera




Tenho dentro de mim,
Não sei se bom ou ruim,
Algo que queima, destrói.
Qualquer coisa que por si só corrói.
Algo que faz com que em espelhos
Apenas consiga ver escaravelhos
E o meu sangue a jorrar
Por entre linhas, páginas e trincheiras a barrar.


Mas apesar de tudo, jogo-me no primeiro verso.
Agarro o segundo para me prender a esse universo.
A poesia,
Toda misericórdia em ver minha acrobacia,
É a única que estende a mão
E me enlaça como mãe em uma vinculação
Que há de ser alento dessa vida torta
Onde o que há é a longa espera da abertura de alguma porta.

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