Literária sempre. Monótona, jamais.

Devaneios de um protótipo humano na infoesfera.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Escola


Por: Viviane Cabrera






Bate o sinal para a entrada. A inspetora de alunos convida a todos a entrar nas salas com um sutil empurrão nada carinhoso. E, uma vez dentro da sala de aula, o dia começa. O professor enchendo a lousa de matérias e eu tendo de copiar tudo no caderno. A mão cansa e a alma também. Sempre a mesma coisa.

Nove e meia e o intervalo chegou. Desço para o pátio com o Fábio, o Caio e o Jean pra dar aquela zoada e desestressar. A gente conversa, ri e mexe com as meninas. Só de leve, porque na escola todo mundo fica em cima, enchendo o saco e vigiando o tempo todo.

Gongada mais uma vez. Hora de subir pra sala. Dobradinha de matemática. A lousa lotada de contas repletas de letras e números que não dão resultados óbvios. Bate aquela preguiça de fazer conta grande e complicada. Não que eu não saiba, mas é treta.

Como ouvi o professor dizendo que é pra nota, bora me aplicar para conseguir uns pontinhos. Esse semestre tá difícil passar, afinal, já derrapei em algumas provas. Tá corrido. Faltam apenas cinco minutos para terminar o exercício para entregar e eu não fiz nem metade.


O sinal da escola marca o fim. Acabou um dia de aula. Foi-se uma oportunidade, mas amanhã vem outra. Por enquanto, vou esperar mais um sinal. 

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