Literária sempre. Monótona, jamais.

Devaneios de um protótipo humano na infoesfera.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Do amar


Por: Viviane Cabrera





Quando seu olhar inflamado,
dois lumes em desejo cravados,

me fulminam sem piedade
na plenitude inequívoca da combustibilidade,
e sua boca balbucia um ‘TE QUERO’,
a reação vai além do que espero.
Sinto o corpo incendiar por inteiro,
minha alma envolta nesse atoleiro.
Tremo, da base ao topo.
Sou tua escrava, teu escopo,
do verso e avesso,
e em todas as curvas deste corpo travesso.

O desejo me toma por completo.
A paixão faz de mim seu mero objeto.
Ao fixar meus olhos nos teus,
já não sou mais eu,
já não é mais você
a me envolver.
Somos dois a desfrutar o néctar divino
desse amor sequioso e genuíno
que preenche os dias do calendário,
completa o imenso abecedário
e transforma a vida num intenso inflamar

de amor, criadouros de sonhos e discípulos de amar. 

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