Literária sempre. Monótona, jamais.

Devaneios de um protótipo humano na infoesfera.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Fuga


Por: Viviane Cabrera






Como que de coisa ruim,
fujo do que incomoda a alma
e fujo de mim
para manter ao menos a calma.
Agito o espírito na ânsia de querer
fazer algo acontecer
que venha a me ressuscitar,
e que desloque a vida para um melhor lugar.

No entanto,
acabo me frustrando
e o pranto
corre pela face, brilhando,
na esperança de um dia secar.
E o coração segue carregado de pesar
desiludido por não saber
encontrar solução que possa tudo resolver.

E no tempo em que aguarda mudanças,
o peito estilhaça sem deixar provanças
da esperança que um dia houve
de que uma explosão estoure
boa parte do que me dana,
de curar essa angústia insana
que teima em agarrar-se a mim
sem dar férias ou ir para longe, enfim.
Resta-me apenas sobreviver
a tudo o que vier a suceder.

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