Literária sempre. Monótona, jamais.

Devaneios de um protótipo humano na infoesfera.

sábado, 19 de outubro de 2013

Uma pausa


Por: Viviane Cabrera




No ocaso da existência,
um respiro,
um mergulho na essência.
Um lívido suspiro
antes de retornar ao normal,
antes de sangrar-se na rotina habitual.

Na solidão de pensamentos,
um feixe mal feito de sonhos
enrolados nos cumprimentos
de compromissos tristonhos
da esperança que se carrega,
tão pesada que a alma enverga.

Diante de um abismo,
mil coisas pode-se lançar à escuridão.
A confusão de cores converte-se ao anacronismo
a que resume a dor que exprime alma e coração.
Para isso, nem mesmo serve o exorcismo.
Pois a exatidão do silêncio vem mostrar
que, por vezes, coisas há que não se pode explicar.

Encerro essa tentativa à esmo de se fazer entender
com extremo apreço à solidão.
É ela a única que poderá compreender
o que se passa cá dentro com a lassidão
parasita instaurada em mim.
Só a ela se pode confessar e descansar, enfim.





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